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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Rayza


RAYZA

JONY REYS


PARA : RAYZA TOURINHO DOS REIS SILVA
25/11/1990

BRINDA A VIDA
FILHA NOVA
ABRAÇAS TU A ESPERANÇA,
NA FALTA DA MINHA CORAGEM;

BRINDA A VIDA
FILHA CAÇULA
E NÃO INDAGAS TEU FUTURO,
GOZAS O QUE PODES ONDE ESTÁS;

BRINDA A VIDA
OH ESTRELA QUE NASCE
E SEJAS FELIZ,
NÃO OUSES SER EXISTENCIAL;

BRINDA A VIDA
OH LUA DE UM NOVO TEMPO
E, SE ATREVERES,
SEGUE MINHA LUTA;

BRINDA A VIDA
FILHA MINHA
E NA TUA OUSADIA
DESCOBRE TU, A RAZÃO DA MINHA EXISTÊNICA;

BRINDA A VIDA
RAYZA TOURINHO DOS REIS SILVA
DIFERENTE DE TANTAS, DIFERENTE DE MUITAS,
TENS ATÉ UM NOME, USE-O;

BRINDA A VIDA CURUMINHA
SABENDO, PORÉM DA DETERMINANTE MORTE.
FAZES DE TUA PASSAGEM, DIGNA,
ACHAS TU A RAZÃO DE TEU ANCESTRAL.

TE AMO FILHA, MUITO. MUITO MAIS QUE DEMAIS.
João Carlos.



Exercício 38

Exercício 38

Rayza Reys

Primeiro vieram a Força e o Amor...
Filhas nomeadas sob a luz de um atributo de um rei e de um gerúndio
inexistente. 
Depois assim, sem ninguém esperar, veio a Palavra. O primeiro nome, que todos conheciam enquanto 
ela ainda estava dentro do organismo genitor, simplesmente não era para ser. Era em uma homenagem a uma amiga, 
Susan, mas não tinha nenhum significado universal. 
Mas ela nascia em outros tempos. Parte disso responsabilidade pelo líder russo que acabou com a Guerra Fria. 
Raissa. Era a mulher dele. Sim poderia ser, pensou o pai, que relacionou o nome com a raiz, a força da terra que 
nos move. 
Para Rayza, imortalizou então o pai em um poema para a nova curuminha. “Brinda a vida”, escrevinhou. 
E, com o convite, ela veio; No dia seguinte. Semanas antes do esperado. Somente por ser chamada pelo nome que 
a deveria acompanhar pela vida. Era ela mesmo a Palavra. E era esse o destino que a aguardava, a ferramenta que aprenderia usar para seguir a luta 
dos seus ancestrais e mudar o mundo no qual nasceu. 
Do jeito no qual foi imortalizado nas linhas que tracejavam 
sua jornada por vir. 

Para Rayza[RT1] - Jony Reys

"Brinda a vida
Filha nova
Abraças tu a esperança
Na falta da minha coragem;

Brinda a vida
Filha caçula
E não indagas teu futuro
Gozas o que podes onde estás;

Brinda a vida
Oh estrela que nasce
E sejas feliz
Não ouses ser existencial;

Brinda a vida
Oh lua de um novo tempo
E, se atreveres,
Segue a minha luta;

Brinda a vida
Filha minha
E na tua ousadia
Descobres tu, a minha existência;

Brinda a vida
Rayza Tourinho dos Reis Silva
Diferente de tantas, diferente de muitas
Tens até um nome, use-o;

Brinda a vida curuminha
Sabendo, porém da determinante morte
Fazes de tua passagem digna
Achas tu 
A razão de teu ancestral."

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Foi-se o tempo!


Foi-se o tempo!
Jony Reys

Foi-se o tempo ... Foice no tempo
Que mais desejar do passado?... Parecemos querer ressurreição!
Foi-se o tempo disso, ou daquilo... Nada era tão bom
Nada foi diferente

Foi-se o tempo da poesia, foi-se?
Que digam aí os “arrocheiros” ou “funkeiros”...
Foi-se o tempo do amor
Vejo os filmes de saga histórica... Como era lindo dizimar tudo!

Foi-se o tempo de sonhar...
As drogas estão mais na moda... te levam ao orgasmo, sem
As noites estão cada vez mais curtas...
Os dias tão sombrios como d’antes.

Foi-se o tempo de viver...
Vivemos mais de sessenta
Conhecemos e o mundo pela telinha... e pensamos
Foi-se o tempo de viver!


quarta-feira, 14 de março de 2018

Poema ao leo


Poema ao leo
Jony Reys

Um dia, não muito distante...
Você sentirá falta dos meus beijos,
Do meu carinho,
Do meu jeito de amar.

Um dia por certo,
Encontrarás um mundo,
Belos garanhões de falos exuberantes,
Maneiras selvagens de fazer amor...

Encontrarás abastados e intelectuais,
Libertinos e bossais...
Encontrarás de tudo, mas...
Não terás paz...

Pois... Entre luxúrias e lascívias,
Fortunas, farturas e prazeres,
Pensarás...
E, em um toque nostálgico e febril

Admoestarás teu corpo
Entristecerás tua alma
Sentirás na saudade...
A falta do meu jeito de amar.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Insone...

Insone...

Jony Reys

Preciso da insônia
Careço do não dormir
Para ser eterno, talvez
Ou apenas para saber que vivi...
Quando a foice chegar.

Preciso estar a viver
Sentir sempre o momento, mesmo em devaneios
Perceber em cada ato
As vidas que me margeiam, ou...
As em que sou simples satélite.

Preciso matutar num segundo, tudo
Tendo a noite como o maior regalo
Preciso do estar sóbrio
Na madrugada, entender o sem sentido...
E flutuar.

Preciso do sussurro silente do Universo
E nele, ousar os gritos sem compaixão
Preciso da razão, e
Com paixão, perdoar Adão, e 
Deus, pela sua impiedade.

Preciso da vaidade, sem tornar-se séria
Preciso da pilhéria... e do sorriso
Preciso saber estar vivo...
Onde não divagar, e o
Onde o ir... não fará diferença à eternidade.







Caminhos... A gênese.

Caminhos... A gênese

Jony Reys


A vida não se fazia fácil naquele pedaço de mundo.
A beleza e a inocência se misturavam desde sempre. 
Sob proteção uterina, tudo parecia uma "mar (amniótico) de rosas" . 
Dividir o espaço não era problema, mas, quis o destino lhe eternizar a solidão, o gêmeo desistiu, doou sua força para o irmão sobrevivente. Implacável ao coração, a saudade precoce de quem não conheceu, a ferida marcada pelo vazio de todo tempo. 
A selva ainda era verde e os campos exalavam o aroma divino. 
Os homens ainda se permitiam à sesta e o pescado fora abundante nestes dias. 
O velho vô ia e vinha ao seu roçado, rateava verduras e cereais, e nunca se fizera de rogado... amava sua vida. 
A velha vó, cuidava da casa, sentava às tardes... ao descer o sol, a esperar seu velho, que, embora cansado, carreava nos ombros o resultado de seu labor. 
Qual pacato era. 
O pai, boêmio... firmou a data com uma serenata ao luar... um solo longo e solitário de trompete, estimulado pelas doses de "rabo de galo". 
A mãe, meses antes abortava o primogênito, não entendia o Divino, tal novel de sua experiência. 
Entre canjas e mamadas, insistia na volta à labuta. 
Em breve, ao embalar a rede de um lado, trabalhava pontos e arremates das vestes finas do lugar. Estranho jeito de nascer.

domingo, 17 de setembro de 2017

No campo

No campo

Jony Reys

No pé de manga "papo de rola"
A cigarra em concerto, quebra o silêncio
Onde a brisa em pausa, insiste em cantata
As pererecas, em trincheiras, entoa a sinfonia

No zumbir das abelhas
Carujando as maduras mangas esparramadas ao chão
O contraste em si
A folhagem, verde a bailar
Soam que nem pratos e caixas

O tempo permanece devagar
Vez em quando ... uma lagarta
Farta-se dos insetos em abundância
Participam da orquestração

Cardeais e pardais que nem cronistas
Emprestam mavioso seu cantar
Harmonizam o conjunto
Embelezam a vida em passagem

Neste instante, roupantes
Faz-se pensar no amor real... onde vive
Faz-se pensar em outras vidas...
A natureza mora aqui.