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quarta-feira, 14 de março de 2018

Poema ao leo


Poema ao leo
Jony Reys

Um dia, não muito distante...
Você sentirá falta dos meus beijos,
Do meu carinho,
Do meu jeito de amar.

Um dia por certo,
Encontrarás um mundo,
Belos garanhões de falos exuberantes,
Maneiras selvagens de fazer amor...

Encontrarás abastados e intelectuais,
Libertinos e bossais...
Encontrarás de tudo, mas...
Não terás paz...

Pois... Entre luxúrias e lascívias,
Fortunas, farturas e prazeres,
Pensarás...
E, em um toque nostálgico e febril

Admoestarás teu corpo
Entristecerás tua alma
Sentirás na saudade...
A falta do meu jeito de amar.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Insone...

Insone...

Preciso da insônia
Careço do não dormir
Para ser eterno, talvez
Ou apenas para saber que vivi...
Quando a foice chegar.

Preciso estar a viver
Sentir sempre o momento, mesmo em devaneios
Perceber em cada ato
As vidas que me margeiam, ou...
As em que sou simples satélite.

Preciso matutar num segundo, tudo
Tendo a noite como o maior regalo
Preciso do estar sóbrio
Na madrugada, entender o sem sentido...
E flutuar.

Preciso do sussurro silente do Universo
E nele, ousar os gritos sem compaixão
Preciso da razão, e
Com paixão, perdoar Adão, e 
Deus, pela sua impiedade.

Preciso da vaidade, sem tornar-se séria
Preciso da pilhéria... e do sorriso
Preciso saber estar vivo...
Onde não divagar, e o
Onde o ir... não fará diferença à eternidade.







Caminhos... A gênese.

Caminhos... A gênese.


A vida não se fazia fácil naquele pedaço de mundo.
A beleza e a inocência se misturavam desde sempre. 
Sob proteção uterina, tudo parecia uma "mar (amniótico) de rosas" . 
Dividir o espaço não era problema, mas, quis o destino lhe eternizar a solidão, o gêmeo desistiu, doou sua força para o irmão sobrevivente. Implacável ao coração, a saudade precoce de quem não conheceu, a ferida marcada pelo vazio de todo tempo. 
A selva ainda era verde e os campos exalavam o aroma divino. 
Os homens ainda se permitiam à sesta e o pescado fora abundante nestes dias. 
O velho vô ia e vinha ao seu roçado, rateava verduras e cereais, e nunca se fizera de rogado... amava sua vida. 
A velha vó, cuidava da casa, sentava às tardes... ao descer o sol, a esperar seu velho, que, embora cansado, carreava nos ombros o resultado de seu labor. 
Qual pacato era. 
O pai, boêmio... firmou a data com uma serenata ao luar... um solo longo e solitário de trompete, estimulado pelas doses de "rabo de galo". 
A mãe, meses antes abortava o primogênito, não entendia o Divino, tal novel de sua experiência. 
Entre canjas e mamadas, insistia na volta à labuta. 
Em breve, ao embalar a rede de um lado, trabalhava pontos e arremates das vestes finas do lugar. Estranho jeito de nascer.

domingo, 17 de setembro de 2017

No campo

No campo

No pé de manga "papo de rola"
A cigarra em concerto, quebra o silêncio
Onde a brisa em pausa, insiste em cantata
As pererecas, em trincheiras, entoa a sinfonia

No zumbir das abelhas
Carujando as maduras mangas esparramadas ao chão
O contraste em si
A folhagem, verde a bailar
Soam que nem pratos e caixas

O tempo permanece devagar
Vez em quando ... uma lagarta
Farta-se dos insetos em abundância
Participam da orquestração

Cardeais e pardais que nem cronistas
Emprestam mavioso seu cantar
Harmonizam o conjunto
Embelezam a vida em passagem

Neste instante, roupantes
Faz-se pensar no amor real... onde vive
Faz-se pensar em outras vidas...
A natureza mora aqui.

sábado, 16 de setembro de 2017

O Encontro

O Encontro 

Jony Reys


Num retangular em dúvidas, somos tantos, somos muitos
Somos tudo, somos o que temos, o que fazemos
Somos a esperança imperfeita, somos a fé
Noutro instante num quadrangular versado, somos os instrumentos,
o exército, a força, o dilema, da idéia... para o resultado
Nestas paredes mofadas, somos a luz, somos o calor
O sol para aquecer e brilhar noutras distâncias, somos a ânsia
Somos a chuva a regar, somos o vento a suavizar, somos a semente
Entre princípios e ideais seremos os tais ou os fatais
Somos a natureza breve para o perene
Somos a fome da transformação, a ação
Somos sim, somos não, nunca o talvez
Nesta terra insane, obesa, somos a leveza
Numa casa insatisfeita, somos a vontade, a igualdade
Entre formas diferentes somos a gente, a diversa, temos a meta
Somos seniors, somos jovens, meia vida...
Solenes ou íntimos, falantes ou silentes... somos pensantes
Somos os passageiros, somos os condutores, somos atores
Somos a alma, somos a nuvem formática
Somos tudo, somos nada, a invernada
Na caixa menor, somos o cansaço, sem nervos de aço
Somos o frágil, os medos, somos nosso segredo
As vidas, de alguma forma vivida, de algum jeito forjada
Somos história, mesmo passante, a ser de qualquer modo lembrada!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Entre o Céu e a Terra

Entre o Céu e a Terra

João Carlos

O pensamento que leva ao infinito... simula as diversas vidas; 
No horizonte, onde o céu e a terra se acham... não há alcance;
O ser humano se perde em seus objetivos e divaga;
Na busca de sentido, volta-se à idade das trevas... não há salvação.

A vida precisa ser vivida... não a eterna... a terrena;
A cada minuto, vivemos o minuto que virá... e perdemos o momento;
No afã de ser perene... a humanidade perece;
Vivemos a idade da desilusão... A fé a serviço do capital.

A era da tecnologia... não mudou a natureza assassina;
Guerras incentivadas pelo poder demente... traz a desgraça;
E quem não nasce para jogar... sofre do jogo, seu lado mais lúgubre;
A esperança de gado.

Não há mais revoluções... todas se desnudaram, revelaram-se ignóbeis.
O século XXI ... deveria ser de Luz;
Os genocídios se proliferam... a crueldade está tão em moda;
O homem procura no universo um refúgio eugênico.

A falsa moral humana se afunda... não há o que esconder;
O fundamentalismo insano... demonstra sua alucinação;
O perigo está no ar - no mar - na terra - no céu;
O que nos limita ao apocalipse: redençao final - renascimento. 





terça-feira, 26 de março de 2013

Na noite... em luar


No meio de tantas canções, te descobri... nua
talvez a lua tenha me inspirado...
não assim, assim... só em noites especiais
Vc que na vida... vive... um belo começo
E eu que... vivo mais... fazendo-te sorrir
Feliz... 
Por descobrir-te em outra vida.
Quem dera ser poeta
Para te prosear em letras e sentimentos
Talvez se fizessem canções
Talvez no silêncio, apenas
Ou talvez sinta... talvez pense... talvez transcenda
e eleve os pensamentos... e os desejos
Uma viagem na noite em luar
E... em sua experiência nasce a beleza
Em sua força, a novidade
A criação te traz à vida... em vida
Ímpar... ao sabor da brisa na madrugada
Única... ainda que universal.